
Os astrólogos são conclusivos: o mapa astral de uma pessoa mostra suas qualidades e seus talentos, assim como os pontos que precisam ser trabalhados nas atitudes e no caráter. Esses estudiosos vão longe e são capazes de ler as influências trazidas de vidas passadas e os caminhos para superar bloqueios.
Ao interpretar uma carta astrológica, os especialistas levam em conta, além de Sol, Lua e planetas como Vênus, Marte e Saturno, dois elementos que influenciam fortemente a personalidade: os nódulos lunares. Eles não são corpos celestes, mas pontos imaginários localizados no espaço, no cruzamento da órbita descrita pela Lua em sua caminhada em torno da Terra e a desta em volta do Sol. A astrologia ocidental estuda os nódulos desde os anos 1930, mas seus fundamentos estão nos primórdios da astrologia hindu, em que o nódulo norte (rahu) é chamado de Cabeça do Dragão, e o sul (ketu), de Cauda do Dragão. Esses nomes têm origem na lenda que explicava os eclipses do Sol: um dragão celeste engolia o astro e se dividia em duas partes – cabeça e cauda.
Mesmo no enfoque ocidental, a interpretação dos nódulos lunares tem ligação com um princípio comum às religiões orientais, o carma, segundo o qual o espírito reencarna sucessivamente, buscando o aperfeiçoamento, até a união final com o divino. Cabeça e Cauda do Dragão funcionam como dois pólos, um enraizado no passado e o outro apontando para o futuro. A Cauda representa nossa bagagem anterior, quase instintiva, englobando dons e bloqueios herdados de vidas anteriores que condicionam nosso comportamento. Já a Cabeça revela ações e realizações fundamentais para a evolução. “Como estão sempre em signos opostos, os nódulos são analisados simultaneamente.
Esse eixo mostra de onde viemos e para onde estamos indo”, resume a astróloga Sílvia Regina Oliveira, de São Paulo. A interpretação dos nódulos vale mesmo para quem não acredita em carma, continua a especialista. “Podemos encarar o legado das vidas anteriores como tudo que trazemos do passado, como a herança genética de nossos ancestrais, os condicionamentos e os hábitos de infância”, diz ela. O hinduísmo e o budismo consideram o princípio do carma uma das leis que regem o Universo. Segundo ela, o ser humano experimenta situações condicionadas por suas ações em outras vidas, ao mesmo tempo em que cria padrões para o futuro. A noção de carma (em sânscrito, antigo idioma indiano, karman quer dizer “ação”) postula também que recebemos de volta tudo de bom ou ruim que proporcionamos aos outros, de existência em existência. Por isso, é conhecida também como a lei de causa e efeito ou, ainda, de ação e reação.“Se não aprendermos nossas lições nesta vida, teremos de voltar para aprendê-las em alguma outra”, afirmou o mestre indiano Paramahansa Yogananda (1893-1952).
Descubra os nódulos lunares em seu mapa astral
Confira do site da revista bons fluidos/ed abril em que signo está sua Cabeça do Dragão.
